Duas bolinhas pra ficar tudo bem

Nos últimos dias, a minha cabeça tá a maior confusão! Comecei a escrever vários textos que, honestamente, nem sei se conseguirei terminar dia desses. 2015 é o ano das vacas magras até nisso. Mas beleza, me pergunta o que raios eu estou fazendo dos meus dias? Bosta nenhuma, lógico. Quanta improdutividade, cara. Mas vendo por outro lado, é só dar duas bolinhas que passa.

Se parar para pensar, eu tô é pensando demais ultimamente. Tô ligada nessas paradas de o cérebro ser um músculo que precisa ser exercitado, mas o meu a essas horas já tá marombão. Mas okay, hoje eu andei de bicicleta, caí - porque se tem uma coisa que eu já nasci sabendo é cair, puta merda -, arrisquei um slackline, comi metade do meu estoque de comidas infantis e dormi. Capotei até quatro e meia da manhã, acordei pensando demais, dei duas bolinhas pra ficar tudo bem... E não é que ficou?
Agora tô aqui, exatas 5h21, falando milhões de coisas desconexas e tá tudo bem. 

Tô morando sozinha, morrendo lentamente para pagar minhas contas, fazendo um esporte semanal e dormindo igual um bebê no fim do dia. Mesmo assim, ainda tem gente me enchendo saco. Ainda acordo aos berros, vez ou outra, porque durmo o dia inteiro e por isso a forma como eu resolvi ganhar dinheiro é inválida. Numa hora dessas que eu acendo um cigarro pra digerir a vida, depois eu dou duas bolinhas e até acho graça dessa porra toda.

Quem me conhece sabe que eu adoro um dorflex nos dias em que a vida tá pro crime e resolve me encher de porrada. Quem me conhece também sabe que eu adoro uma biritagem sem cerimônias. E até você que pode não fazer ideia da minha existência sabe que eu sou o tipo que dança esquisito e dorme enquanto está recebendo visitas. Mas tudo bem, porque de vez em quando o universo me aponta a luz, que tá dormindo no parapeito da minha janela, aí dou duas bolinhas quando acordo e fica tudo bem.

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